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Urgência e Emergência: Procedimentos mais Executados

Escrito por: Juarez C. on quinta-feira, 20 de junho de 2013 | 11:23

Procedimentos


Os procedimentos mais executados em urgência e emergência são:

·         Punção venosa (estabelece uma via de acesso rápida e contínua para infusões);
·         Punção intramuscular (permite a aplicação de pouca quantidade de medicamento, sendo mais lenta que a via intramuscular);
·         Nebulização (acesso direto aos alvéolos e permite bronco-dilatação.);
·         Realização e troca de curativos (permite um meio limpo para a reepitelização);
·         Auxílio em suturas (garante a segurança e eficácia do procedimento);
·         Enema/enteroclisma (permite o esvaziamento do cólon sigmóide);
·         ECG (permite avaliar a atividade cardíaca, é um meio diagnóstico);
·         Retirada de sutura ( permite que o epitélio se estabeleça);
·         Administração de medicamentos por via oral (via barata e simples);
·         Cálculo de medicação (permite a dosagem correta da medicação);
·         Higienização das mãos (previne infecções nosocomiais);
·         Coleta de urina (meio diagnóstico);

Em consulta aos manuais sobre urgência e emergência, encontrei outros procedimentos que também são realizados com frequência.

·         Sondagem nasogástrica ( permite acesso direto ao estômago);
·         Sondagem vesical de alívio (esvazia temporariamente a bexiga);
·         Sondagem vesical de demora (permite o fluxo contínuo de urina);
·         Calçar luvas esterilizadas (evita infecções nosocomiais);
·         Coleta de fezes (utilizado como meio diagnóstico);
·         Banho no leito (procedimento para pacientes acamados);
·         Balanço hídrico (permite calcular o grau de hidratação do paciente);
·         Alimentação entérica (para pacientes com distúrbios graves do TGI);
·         Oxigenoterapia (terapia geralmente utilizada para patologias bronco-constritoras);
·         Aspiração de secreções (evita bronco-aspiração e diminui o engasgo);
·         Avaliação da dor (fornece um parâmetro para avaliação e intervenção);
·         Avaliação da temperatura (avalia o grau de perda ou ganho de calor);
·         Avaliação da pressão arterial (avaliar a pré-carga e a pós-carga);
·         Avaliação do pulso (avalia a perfusão periférica);
·         Avaliação de Edema de Cacifo (depressível) (avalia estado cardíaco ou hídrico);
·         Avaliação da escala de Glasgow ( avalia o grau de estado neurológico);
·         Imobilização (permite a contenção do paciente);
·         Avaliação da respiração (avalia o estado respiratório do pacinte);


Procedimentos Comuns em Urgência e Emergência


Em outras situações, os procedimentos utilizados em urgência e emergência dependerão do motivo da procura pelo serviço de urgência e emergência. Seguem:

procedimentos comuns urgência e emergência



Desobstrução de vias aéreas por corpo estranho: Utilizar a manobra de Heimlich, se o paciente estiver inconsciente, deitá-lo em superfície plana e comprimir com o pulso a região epigástrica. Pode-se também retirar o corpo estranho com o dedo.

Hemorragia interna: Administrar sangue conforme prescrição, monitorar estado hemodinâmico, mantê-lo em posição supina, realizar gasometria arterial e encaminhar para cirurgia.

Hemorragia externa: aplicar compressão direta, curativo compressivo, elevar o membro afetado e puncionar com agulha e grosso calibre.

Choque hipovolêmico: proporcionar assistência ventilatória, restaurar o volume circulante, elevar MMII, proporcionar monitoração contínua.

Esmagamentos: o choque sistêmico é prioridade nos casos de esmagamento, monitorar estado renal, imobilizar os esmagamentos da parte mole, encaminhar para cirurgia.

Traumatismos múltiplos: na urgência e emergência, deve-se efetuar exame físico simplificado, observar sinais de hipoxemia, avaliar função cardíaca, renal e respiratória; controlar hemorragia, prevenir e tratar choque hipovolêmico, realizar cateterismo vesical de demora; realizar profilaxia do tétano, imobilizar membros fraturados, encaminhar para cirurgia e avaliação médica.

Fraturas: aplicar curativo estéril em fratura, manter e controlar sinais vitais, imobilizar antes de mover o paciente, administrar analgésicos e monitorar respiração, evitar movimentar o paciente o mínimo possível.

Hipotermia: Colocar bolsas de água quente nas extremidades, administrar profilaxia contra o tétano, não permitir que o paciente deambule, efetue exame físico e restaure o equilíbrio hidroeletrolítico.

Hipertermia: Retirar vestimentas, administrar oxigênio, aplicar compressas frias, administrar medicação conforme prescrição e aumentar ingesta hídrica.

Reação anafilática: administrar epinefrina e oxigênio prescrito, monitorar respiração e edema glótico.

Envenenamento: controlar vias aéreas, administrar oxigênio, monitorar débito cardíaco, monitorar estado neurológico, realizar lavagem gástrica e estabelecer via grande porte.

Queimaduras químicas: em urgência e emergência, deve-se identificar o tipo de substância química e informar ao médico. Dependendo da substância, lavar o local com água corrente.

Animais Peçonhentos: Identificar o animal ou levá-lo morto para o hospital, observar o paciente e o local nas primeiras seis horas, administrar soro antiofídico.

Intoxicação Alimentar: Determinar a fonte da intoxicação, presença de sinais neurológicos, fornecer suporte respiratório, verificar e corrigir possível hiperglicemia.

Há também outros procedimentos executados a nível de urgência e emergência, no entanto, não incluímos aqui visto que o artigo iria ficar muito extenso.

2 comentários:

  1. minha prof pediu um trabalho de enfermagem sobre medicamentos usados na urgencias e emergerncia e qual a melhor via de administraçao com menor risco para o paciente me ajude por favor

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    1. Olá, a via mais rápida e a mais utilizada em urgência e emergência é a via endovenosa.

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