Inicio » , » Aspectos Éticos e Legais na Urgência: fazendo uma breve reflexão

Aspectos Éticos e Legais na Urgência: fazendo uma breve reflexão

Escrito por: Juarez C. on domingo, 2 de junho de 2013 | 12:31

Aspectos Éticos


           Os aspectos éticos e legais na urgência são de extrema importância para a atuação do profissional. Na emergência, os profissionais de enfermagem lidam constantemente com questões éticas. Inúmeras situações nos remetem a uma profunda reflexão no qual devemos sempre nos apoiar no CEPE (Código de Ética Dos Profissionais da Enfermagem), além do nosso próprio censo de autocrítica. 

É certo que determinadas situações que enfrentamos, no nosso dia-a-dia não encontramos referência na ética, cabendo a nós agirmos conforme o nosso senso de justiça (bom senso). Martini referiu-se a ética como: [...] sendo abrangente por vários ângulos, seja como um conjunto de normas ou prescrições morais, seja como um conjunto de valores, controle e ordenação das relações entre indivíduos, um tema filosófico e assim por diante (2011).

Segundo Pereira, o atendimento deve ser feito dando-se prioridade aos mais graves, mas todos devem ser atendidos. Pacientes mais angustiados ou com maior ansiedade podem também ter prioridade no atendimento (2004). Os aspectos éticos e legais na urgência e emergência devem ser buscados com afinco.

aspectos eticos e legais na urgencia
O sigilo profissional é outro aspecto que deve ser valorizado e incentivado em reuniões, palestras e conferências envolvendo a equipe. O sigilo profissional é um aspecto ético que deve ser absolutamente respeitado por todos os profissionais, lembrando que as informações devem ser compartilhadas com a equipe, excluindo as pessoas não diretamente envolvidas com a assistência.


  • Muitas vezes encontrei técnicos de enfermagem compartilhando informações pessoais de pacientes com pessoas que não eram da equipe de saúde e que não estavam ligadas ao paciente.

Aspectos Éticos e Legais na Urgência


Creio que, a educação continuada desses profissionais e o treinamento contínuo juntamente com revisões sobre o código de ética são pontos chaves que podem ser aplicados e que contribuem para o aprimoramento profissional.

Outro fato pertinente que observei é quando os funcionários não chamam o paciente pelo nome e nem lhe fornece informações acerca do procedimento a ser realizado. O paciente acredita que está sendo tratado com descaso ou pouca atenção; isso acaba refletindo negativamente na qualidade da assistência. Outras questões éticas envolvem: o consentimento informado, a violência contra o menor e á mulher e doação de órgãos.

O consentimento informado é um documento que assegura que o paciente não quer receber cuidados médicos ou algum tipo de medicação. Durante a prática clínica presenciei uma situação em que o cliente não gostaria de fazer uso da medicação. A técnica de enfermagem o aconselhou a assinar o consentimento informado, assegurando assim, que a assistência havia sido prestada e que coube ao paciente recusá-la.

Segundo Pereira, o documento não deve constituir um elemento de constrangimento para o paciente ou para a família (2004).

Já nas situações onde o enfermeiro se depara com sinais físicos de violência no pronto-atendimento envolvendo a mulher ou a criança, este deve contatar os órgãos responsáveis (conselho tutelar ou delegacia de polícia) para que as devidas providências sejam tomadas

Nettina alerta que, nos casos de doação de órgãos, a equipe deve estar especialmente atenta para que a autorização seja previamente assinada pelo próprio cliente, ou por seu responsável legal (2003/BRASIL, LEIS, ETC. PORTARIA NO 2.616/88).

Enfim, são inúmeras as situações onde o profissional de enfermagem deve se ater e refazer uma reflexão profunda afim de poder tomar decisões embasadas na ética.

Qual a sua opinião sobre esse assunto? Deixe seu comentário abaixo!

0 comentários:

Postar um comentário